Plenárias do Innovation Summit são encerradas com palestra do Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia

O último dia da primeira edição do Innovation Summit Brasil, que acontece desde segunda-feira, em Florianópolis-SC, foi encerrado com a plenária “O Brasil Pós-Reformas: Como ficam a Competitividade e a Inovação?”, com moderação do presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Evaldo Vilela, e palestra do Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa.

De acordo com o Secretário, a produtividade no Brasil é baixa e está estagnada há anos. Em relação aos Estados Unidos, a produtividade brasileira vem caindo desde 1980 e, hoje, é menor do que 25% da americana. “Atualmente, precisamos de quatro brasileiros para produzir o que um americano produz. E isso é trágico. Não temos guerras ou desastres naturais, mas tivemos um desastre de política econômica. O Estado veio falar o que o empresário deve fazer. Inventamos muitos empecilhos e burocracias”, explicou Carlos da Costa.

O baixo progresso na produtividade brasileira levou à queda do país no ranking de competitividade global, deixando o Brasil longe dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E o baixo nível de inovação se traduziu em menos competitividade das empresas nacionais.

Os desafios à produtividade identificados foram agrupados em 6 grandes blocos de atuação: infraestrutura inadequada ao desenvolvimento produtivo, baixo nível de competição e regulação ineficaz, falta de capital humano qualificado, grandes obstáculos ao funcionamento das empresas, ineficiência das políticas de promoção da produtividade e modernização, e baixo nível de integração à economia global.

“Temos uma nova visão da economia. Pretendemos viabilizar o aumento da produtividade, da competitividade e do emprego por meio da livre iniciativa, do mercado concorrencial, do capital humano e da modernização das empresas brasileiras”, disse o Secretário, que tem metas ambiciosas até 2022, baseadas em indicadores globais de desempenho. “Estamos na posição 109 no Doing Business Index, do total de 140 países. Pretendemos chegar à 50º colocação até 2022. No Global Competitiveness Index almejamos sair de 72º e também chegar em 50º”.

Para isso, ele mostrou que as metas da Secretaria foram desdobradas em cinco planos estratégicos: “Simplifica”, para remover obstáculos à produtividade e competitividade das empresas; “Emprega+”, para elevar a qualificação do capital humano e a taxa de emprego; “Concorrência para a prosperidade”, para aumentar a concorrência e a eficiência dos mercados; “Pro-Infra”, para elevar a infraestrutura brasileira a níveis internacionais de preço e qualidade; e “Brasil 4.0”, para promover a modernização das empresas via inovação, digitalização e capacitações gerenciais.

Esse último será alavancado com promoção da indústria 4.0 e Internet das Coisas (IoT), fomento à capacidade de absorção de novas tecnologias, técnicas produtivas e transformação de processos, revisão dos instrumentos e incentivos fiscais à PD&I, apoio ao empreendedorismo inovador, e fortalecimento da propriedade industrial.

Carlos da Costa finalizou a sua palestra apresentando as principais entregas que já foram realizadas, como o lançamento da Câmara Indústria 4.0, para alinhamento das ações governamentais de fomento à Indústria 4.0; o protocolo de Madri e o Plano de Redução do Backlog, para otimização do processo de depósito de patentes e marcas; o 1° Ciclo do Programa InovAtiva Brasil 2019, para apoio ao empreendedorismo inovador com conexão com o mercado; e a realização de dois ciclos (Santiago e Toronto) do Programa StartOut Brasil, para internacionalização das startups brasileiras.