Comitê Estratégico e equipe organizadora agradecem a todos!

Entre os dias 12 e 14 de agosto, a capital catarinense, Florianópolis, foi palco da primeira edição do Innovation Summit Brasil, realizado pela Rede Nacional das Associações de Inovação e Investimentos (RNAII), com correalização do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e realização local da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) e do Sapiens Parque.

Foram três dias de atividades intensas, com workshops, encontros, reuniões de trabalho, conferências, cursos, fóruns, plenárias temáticas e sessões técnicas de apresentação de artigos. 1300 pessoas de diferentes países estiveram no evento, e mais de 80 palestrantes contribuíram para um conteúdo tão rico!

Somos muito gratos aos nossos associados, parceiros e patrocinadores por terem feito do Innovation Summit Brasil um encontro inesquecível! Agradecemos também a todos os participantes que prestigiaram o evento! 

Muito obrigado!

Comitê Estratégico e equipe organizadora do Innovation Summit Brasil 2019

 

Participantes do Summit realizam visita técnica pelo ecossistema de inovação de Florianópolis

As visitas à Acate, ao Celta e ao Sapiens Parque encerraram oficialmente as atividades do Innovation Summit Brasil 2019.

No Celta, os participantes puderam aprender sobre o histórico do ecossistema catarinense de inovação e conhecer sobre os processos de seleção, metodologia de incubação, critérios para graduação e empresas graduadas pela incubadora.

Já na Acate, os participantes tiveram acesso, em primeira mão, a um estudo comparativo com as mais de 1000 empresas de tecnologia do estado de Santa Catarina, visitaram as instalações da incubadora Miditec e do projeto LinkLab, focado em corporate venture.

A visita se encerrou no grandioso Sapiens Parque que, com mais de 4 milhões de metros quadrados, concentra mais de 30 iniciativas nas áreas de petróleo, gás e energia, ciências biológicas, eletrônica, nanotecnologia, energia solar, incubadoras, laboratórios abertos, dentre outros.

Fórum Sebrae de Inovação encerra o Innovation Summit Brasil e transforma o centro de eventos em um milharal

Ontem (14) aconteceu a última atividade de conteúdo do Innovation Summit Brasi 2019, em Florianópolis-SC – hoje estão acontecendo as visitas técnicas aos ambientes de inovação da cidade. Encerrando o evento com chave de ouro, além de contar com importantes especialistas, o Fórum Sebrae de Inovação trouxe uma grande novidade aos participantes: um milharal em tamanho real na entrada do evento.

Para dar as boas-vindas ao público, o presidente da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha, e o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, iniciaram as apresentações introduzindo o tema.

Com dois painéis de debates e uma palestra, os três momentos contaram a com a contextualização de Marcos Da Ré, diretor de economia verde da Fundação Certi, que comparou os ecossistemas da natureza com os de inovação.

O primeiro painel – Ecossistema de inovação: Como integrar uma rede organizada de alto valor agregado – contou com a moderação de Maurício Guedes, diretor da Faperj e ex-diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, e com os especialistas Luís Humberto Villwock, gestor de prospecção e negociação no Tecnopuc-RS, Franscico Saboya, vice-presidente da Anprotec, superintendente do Sebrae-PE e ex-head do Porto Digital, e Dani Lucia Xavier, Secretária Municipal de C&T, Indústria e Comércio de Santa Rita do Sapucaí-MG.

“Assim como em um ecossistema natural, os Ecossistemas de Inovação apresentam um equilíbrio dinâmico, uma diversidade de nichos, espécies e comunidades, zonas de tensão ecológica e fluxos de matéria, energia e informação”.

Dando início à discussão, Francisco Saboya destacou a necessidade de se apostar em novos modelos disruptivos para criar ambientes inovadores, utilizando o exemplo do Porto Digital, em Recife. “O fato de o Porto Digital ter se instalado em uma parte urbana da cidade e não em uma universidade ilustra um pouco do que é essa cooperação entre diferentes atores, pois a instalação de um parque tecnológico nessa área foi responsável por gerar empregos, revitalizar uma parte histórica da cidade e outras consequências positivas”.

Em seguida, Dani Lucia Xavier tratou sobre os impactos do trabalho em conjunto de academia com a indústria. “Em Santa Rita de Sapucaí, as primeiras empresas de base tecnológicas nasceram de projetos de alunos das universidades, utilizando o conhecimento que era gerado ali, ou seja, a integração de universidades e empresa é essencial, assim como a participação de outros atores”.

Encerrando o primeiro painel, Luis Villwock afirmou que as universidades estão passando por uma transição e terão uma influência importante nos ecossistemas de inovação. “A nova missão das universidades vai além de formar alunos, o conceito está se transformando e o objetivo agora é desenvolver soluções conjuntas, estimular soluções que tenham impacto na sociedade”.

O segundo painel – Competição pela sobrevivência: Quais recursos são necessários para garantir a competitividade no longo prazo? – tratou sobre a relação entre empreendedores, investidores e grandes empresas, e teve a moderação de Paulo Renato Cabral, gerente da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional. Além disso, contou com os especialistas Newton Frateschi, diretor executivo da Agência Inova Unicamp, Cássio Spina, presidente da Anjos do Brasil, Flávio Marinho, gerente executivo de tecnologia e inovação do SENAI CIMATEC, e Tomás Ferrari, CEO da Geek Hunter.

De acordo com Ferrari, muitos empreendedores brasileiros pensam nos aportes como um dos primeiros passos de uma startup, mas não é bem assim. “O investimento não é um objetivo, mas uma consequência das ações da empresa. Os resultados e as projeções vão determinar a necessidade do capital.”

Já Spina falou sobre o que, para ele, é essencial para empreendedores que desejam captar investimentos. “Transparência é fundamental. A relação entre as duas partes deve ser de total confiança. O fundador deve falar o que a startup é ou não é, do que ele sabe ou não sabe. Muitas vezes, o empreendedor, no afã de agradar o investidor, exagera na história e pode ter problemas”, disse.

Flávio Marinho ressaltou que o ambiente de inovação se atualiza constantemente. “Ele vai se adaptando e ganhando novos nomes, como hubs, fundos… Mas que identidade é essa? Cada um tem a sua natureza e precisamos discutir como podemos trabalhar em conjunto em prol do ecossistema”.

Nessa linha, Newton Frateschi também apontou que “uma das grandes dificuldades do ecossistema de inovação ainda é a falta de cultura das grandes empresas em buscar por pesquisadores para o desenvolvimento de inovações”.

A última apresentação do Fórum Sebrae de Inovação foi realizada pelo diretor de investimentos da Yunus Negócios Sociais, Luciano Gurgel, que concluiu o evento com a palestra “Como a perspectiva de impacto social e ambiental está transformando o modo como as pessoas empreendem e estruturam seus negócios?”.

Durante seu discurso, Gurgel pontuou as características empreendedoras que estão presentes desde os primórdios da humanidade, ressaltando o papel fundamental da união nesse processo. “A jornada do ser humano é uma história empreendedora, o homem sair do Leste da África e dominar o planeta é uma atitude empreendedora, e isso só aconteceu quando começamos a trabalhar em cooperação. O homem só se desenvolveu quando começou a colaborar com os outros. Confiança, colaboração, empreendedorismo e inovação são aspectos indispensáveis para a evolução”.

Ontem (14) aconteceu a última atividade de conteúdo do Innovation Summit Brasi 2019, em Florianópolis-SC – hoje estão acontecendo as visitas técnicas aos ambientes de inovação da cidade. Encerrando o evento com chave de ouro, além de contar com importantes especialistas, o Fórum Sebrae de Inovação trouxe uma grande novidade aos participantes: um milharal em tamanho real na entrada do evento.

Para dar as boas-vindas ao público, o presidente da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha, e o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, iniciaram as apresentações introduzindo o tema.

Com dois painéis de debates e uma palestra, os três momentos contaram a com a contextualização de Marcos Da Ré, diretor de economia verde da Fundação Certi, que comparou os ecossistemas da natureza com os de inovação.

O primeiro painel – Ecossistema de inovação: Como integrar uma rede organizada de alto valor agregado – contou com a moderação de Maurício Guedes, diretor da Faperj e ex-diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, e com os especialistas Luís Humberto Villwock, gestor de prospecção e negociação no Tecnopuc-RS, Franscico Saboya, vice-presidente da Anprotec, superintendente do Sebrae-PE e ex-head do Porto Digital, e Dani Lucia Xavier, Secretária Municipal de C&T, Indústria e Comércio de Santa Rita do Sapucaí-MG.

“Assim como em um ecossistema natural, os Ecossistemas de Inovação apresentam um equilíbrio dinâmico, uma diversidade de nichos, espécies e comunidades, zonas de tensão ecológica e fluxos de matéria, energia e informação”.

Dando início à discussão, Francisco Saboya destacou a necessidade de se apostar em novos modelos disruptivos para criar ambientes inovadores, utilizando o exemplo do Porto Digital, em Recife. “O fato de o Porto Digital ter se instalado em uma parte urbana da cidade e não em uma universidade ilustra um pouco do que é essa cooperação entre diferentes atores, pois a instalação de um parque tecnológico nessa área foi responsável por gerar empregos, revitalizar uma parte histórica da cidade e outras consequências positivas”.

Em seguida, Dani Lucia Xavier tratou sobre os impactos do trabalho em conjunto de academia com a indústria. “Em Santa Rita de Sapucaí, as primeiras empresas de base tecnológicas nasceram de projetos de alunos das universidades, utilizando o conhecimento que era gerado ali, ou seja, a integração de universidades e empresa é essencial, assim como a participação de outros atores”.

Encerrando o primeiro painel, Luis Villwock afirmou que as universidades estão passando por uma transição e terão uma influência importante nos ecossistemas de inovação. “A nova missão das universidades vai além de formar alunos, o conceito está se transformando e o objetivo agora é desenvolver soluções conjuntas, estimular soluções que tenham impacto na sociedade”.

O segundo painel – Competição pela sobrevivência: Quais recursos são necessários para garantir a competitividade no longo prazo? – tratou sobre a relação entre empreendedores, investidores e grandes empresas, e teve a moderação de Paulo Renato Cabral, gerente da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional. Além disso, contou com os especialistas Newton Frateschi, diretor executivo da Agência Inova Unicamp, Cássio Spina, presidente da Anjos do Brasil, Flávio Marinho, gerente executivo de tecnologia e inovação do SENAI CIMATEC, e Tomás Ferrari, CEO da Geek Hunter.

De acordo com Ferrari, muitos empreendedores brasileiros pensam nos aportes como um dos primeiros passos de uma startup, mas não é bem assim. “O investimento não é um objetivo, mas uma consequência das ações da empresa. Os resultados e as projeções vão determinar a necessidade do capital.”

Já Spina falou sobre o que, para ele, é essencial para empreendedores que desejam captar investimentos. “Transparência é fundamental. A relação entre as duas partes deve ser de total confiança. O fundador deve falar o que a startup é ou não é, do que ele sabe ou não sabe. Muitas vezes, o empreendedor, no afã de agradar o investidor, exagera na história e pode ter problemas”, disse.

Flávio Marinho ressaltou que o ambiente de inovação se atualiza constantemente. “Ele vai se adaptando e ganhando novos nomes, como hubs, fundos… Mas que identidade é essa? Cada um tem a sua natureza e precisamos discutir como podemos trabalhar em conjunto em prol do ecossistema”.

Nessa linha, Newton Frateschi também apontou que “uma das grandes dificuldades do ecossistema de inovação ainda é a falta de cultura das grandes empresas em buscar por pesquisadores para o desenvolvimento de inovações”.

A última apresentação do Fórum Sebrae de Inovação foi realizada pelo diretor de investimentos da Yunus Negócios Sociais, Luciano Gurgel, que concluiu o evento com a palestra “Como a perspectiva de impacto social e ambiental está transformando o modo como as pessoas empreendem e estruturam seus negócios?”.

Durante seu discurso, Gurgel pontuou as características empreendedoras que estão presentes desde os primórdios da humanidade, ressaltando o papel fundamental da união nesse processo. “A jornada do ser humano é uma história empreendedora, o homem sair do Leste da África e dominar o planeta é uma atitude empreendedora, e isso só aconteceu quando começamos a trabalhar em cooperação. O homem só se desenvolveu quando começou a colaborar com os outros. Confiança, colaboração, empreendedorismo e inovação são aspectos indispensáveis para a evolução”.

Innovation Summit Brasil 2019 reúne 1300 participantes e mostra força da colaboração em prol da inovação

Entre os dias 12 e 14 de agosto, a capital catarinense, Florianópolis, foi palco da primeira edição do Innovation Summit Brasil, realizado pela Rede Nacional das Associações de Inovação e Investimentos (RNAII), com correalização do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e apoio local da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) e do Sapiens Parque.

Foram três dias de atividades intensas, com workshops, encontros, reuniões de trabalho,  conferências, cursos, fóruns, plenárias temáticas e sessões técnicas de apresentação de artigos das sete associações que compõem a RNAII: a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti),  a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap), a Anjos do Brasil, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec).

“É o momento da realização de um sonho. Foi um evento único e certamente o início de um novo ciclo. Reunimos atores com um propósito comum. E a inovação é justamente isso, um fruto da diversidade de competências múltiplas e complementares, aliadas à uma relação de confiança. Nossa pauta é a geração de riqueza para o país, desenvolvimento econômico, social, competitividade e inovação. Demos o exemplo de como trabalhar com de forma integrada, com o objetivo de construir uma realidade melhor para nós, nossos filhos e nosso país. Nós da RNAII temos a certeza de que isso só será possível com determinação, propósito e confiança e conexão”, disse Ricardo Marques,

Juntas, as associações que compõem a RNAII representam mais de mais de 150 instituições de pesquisa, 300 gestores de núcleos de inovação, 370 ambientes de inovação (incubadoras, aceleradoras, parques tecnológicos), 120 investidores de venture capital, 12000 startups, 7000 investidores anjos, e 200 empresas inovadoras de grande e médio porte.

A organização do evento também agradeceu a todas as instituições e profissionais que contribuíram para a realização da iniciativa, como  o Sebrae, co-realizador do evento, os organizadores locais da Acate, Certi e Sapiens Parque e, também os patrocinadores: o CNPq e  o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a FIESC, a Samsung, a ABDI, a Grow+, a Wipo, além do apoio da B3, Ambev, Finep e de diversas instituições que colaboraram na divulgação do Summit.

Plenárias do Innovation Summit são encerradas com palestra do Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia

O último dia da primeira edição do Innovation Summit Brasil, que acontece desde segunda-feira, em Florianópolis-SC, foi encerrado com a plenária “O Brasil Pós-Reformas: Como ficam a Competitividade e a Inovação?”, com moderação do presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Evaldo Vilela, e palestra do Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa.

De acordo com o Secretário, a produtividade no Brasil é baixa e está estagnada há anos. Em relação aos Estados Unidos, a produtividade brasileira vem caindo desde 1980 e, hoje, é menor do que 25% da americana. “Atualmente, precisamos de quatro brasileiros para produzir o que um americano produz. E isso é trágico. Não temos guerras ou desastres naturais, mas tivemos um desastre de política econômica. O Estado veio falar o que o empresário deve fazer. Inventamos muitos empecilhos e burocracias”, explicou Carlos da Costa.

O baixo progresso na produtividade brasileira levou à queda do país no ranking de competitividade global, deixando o Brasil longe dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E o baixo nível de inovação se traduziu em menos competitividade das empresas nacionais.

Os desafios à produtividade identificados foram agrupados em 6 grandes blocos de atuação: infraestrutura inadequada ao desenvolvimento produtivo, baixo nível de competição e regulação ineficaz, falta de capital humano qualificado, grandes obstáculos ao funcionamento das empresas, ineficiência das políticas de promoção da produtividade e modernização, e baixo nível de integração à economia global.

“Temos uma nova visão da economia. Pretendemos viabilizar o aumento da produtividade, da competitividade e do emprego por meio da livre iniciativa, do mercado concorrencial, do capital humano e da modernização das empresas brasileiras”, disse o Secretário, que tem metas ambiciosas até 2022, baseadas em indicadores globais de desempenho. “Estamos na posição 109 no Doing Business Index, do total de 140 países. Pretendemos chegar à 50º colocação até 2022. No Global Competitiveness Index almejamos sair de 72º e também chegar em 50º”.

Para isso, ele mostrou que as metas da Secretaria foram desdobradas em cinco planos estratégicos: “Simplifica”, para remover obstáculos à produtividade e competitividade das empresas; “Emprega+”, para elevar a qualificação do capital humano e a taxa de emprego; “Concorrência para a prosperidade”, para aumentar a concorrência e a eficiência dos mercados; “Pro-Infra”, para elevar a infraestrutura brasileira a níveis internacionais de preço e qualidade; e “Brasil 4.0”, para promover a modernização das empresas via inovação, digitalização e capacitações gerenciais.

Esse último será alavancado com promoção da indústria 4.0 e Internet das Coisas (IoT), fomento à capacidade de absorção de novas tecnologias, técnicas produtivas e transformação de processos, revisão dos instrumentos e incentivos fiscais à PD&I, apoio ao empreendedorismo inovador, e fortalecimento da propriedade industrial.

Carlos da Costa finalizou a sua palestra apresentando as principais entregas que já foram realizadas, como o lançamento da Câmara Indústria 4.0, para alinhamento das ações governamentais de fomento à Indústria 4.0; o protocolo de Madri e o Plano de Redução do Backlog, para otimização do processo de depósito de patentes e marcas; o 1° Ciclo do Programa InovAtiva Brasil 2019, para apoio ao empreendedorismo inovador com conexão com o mercado; e a realização de dois ciclos (Santiago e Toronto) do Programa StartOut Brasil, para internacionalização das startups brasileiras.

“Indicadores e retorno de investimentos em CT&I” é o tema da primeira sessão plenária do último dia do Innovation Summit Brasil

O terceiro dia do Innovation Summit Brasil 2019 foi aberto com a sessão plenária que tratou sobre o retorno dos recursos aplicados em Ciência, Tecnologia e Inovação. O painel foi moderado pelo presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Luiz Davidovich, e teve como participantes o vice-presidente de inovação e desenvolvimento econômico da King Abdullah University For Science And Technology (KAUST), da Arábia Saudita, Kevin Cullen, e o economista sênior do Banco Mundial, Xavier Cirera.

Os investimentos, tanto públicos como privados, em CT&I devem ser avaliados quanto ao seu impacto e retorno para a sociedade. A sessão plenária discorreu sobre a importância das métricas para comprovar o papel da transferência de tecnologia e do empreendedorismo no PIB dos países e de diferentes metodologias para essa avaliação.

Ao longo dos anos, as instituições têm realizado diversos esforços para mensurar os resultados de pesquisa e impacto, no entanto, a complexidade do termo ‘impacto’ agrega múltiplos fatores que tornam a tarefa de medir esses resultados mais complicada. Para Kevin Cullen, mensurar o impacto é uma jornada caótica. “Avaliar o impacto das pesquisas na economia é um problema que todos querem resolver, isso é bom e ruim ao mesmo tempo, pois se por um lado há muitas pessoas trabalhando nisso, por outro ainda não conseguimos uma resposta. Os resultados são imprevisíveis, aleatórios e vêm a longo prazo, por isso é tão difícil de medi-los”.

Em seguida, Xavier Cirera apontou os desafios presentes no Brasil, no sentido de mensurar os impactos em CT&I na economia e na sociedade, e seu papel para estruturar melhores políticas. “Temos três questões críticas no país quando se trata de retorno em recursos aplicados em inovação, que envolvem problemas em medir alguns dos inputs e outputs de CT&I, como em produtos e processos inovadores ou adoção de tecnologias, dificuldade de mensurar todos os impactos externos e spillovers, além dos impactos socioeconômicos e, por último, a necessidade explicar a heterogeneidade dos retornos e sua eficiência”.

Em relação às métricas a serem analisadas, ambos acreditam que ainda não há um consenso sobre quais os itens devem ser considerados para medir a efetividade dos retornos de investimento em CT&I. Cullen afirma que “ainda há muitos órgãos que utilizam como base o número de licenças e patentes, e isso é ineficiente, pois todo o sistema deve ser avaliado e muito se perde ao se restringir a esses aspectos”. Em complemento, Cirera questiona “será que estamos medindo bem o que nós queremos? Eu acredito que acertamos em alguns pontos e erramos em outros. Em P&D e empreendedorismo, por exemplo, eu acredito que já está sendo feito um bom trabalho, porém, em produtos e processos de inovação, colaboração entre indústria e universidades e em adoção de tecnologia ainda há muito o que fazer para melhorar, pois são áreas mais abstratas de se mensurar”.

Para finalizar, Cullen afirma que as universidades tem um papel importante para geração de impactos. “As universidades não criam impacto, as pessoas dizem que as pesquisas têm um impacto, mas, na verdade, a missão da universidade é ajudar as pessoas a criarem impacto, seja startups, empreendedores, institutos e outros atores”, finaliza.

“Investimento Inteligente” é o tema da segunda sessão plenária do Innovation Summit

A segunda sessão plenária do Innovation Summit, que aconteceu hoje pela manhã (13/8), em Florianópolis/SC, tratou sobre a participação dos investidores para contribuir com cenário brasileiro de startups e negócios inovadores. A plenária teve como tema “Investimento Inteligente: Como investidores podem contribuir para unicórnios brasileiros”.

A sessão foi moderada por Andrea Minardi, professora do Insper e Membro do Comitê da Business Association of Latin American Studies (BALAS), e foram convidados Carlos Kokron, vice-presidente e diretor administrativo da Qualcomm Ventures América do Norte, e Douglas Resmini Balena, diretor de operações da RD Station.

O fenômeno das startups é percebido hoje em todo o mundo como uma das modalidades mais relevantes para promover a aproximação entre universidades e empresas. Além do significado econômico da transformação de conhecimento em emprego e renda, as startups são portadoras de uma mudança cultural no meio acadêmico.

Para que os seus impactos econômicos e sociais sejam ampliados é preciso que essas empresas cresçam de forma sustentável, o que pressupõe a existência de mecanismos de investimento que financiem este crescimento, transformando-as em empresas “scale-ups” e, em alguns casos, nos chamados unicórnios, com valor de mercado da ordem de US$ 1 bilhão.

Com mais de 20 anos de atuação com investimentos, Kokron iniciou a apresentação destacando a importância do alinhamento entre investidores e empreendedores. “Da mesma forma que o investidor faz a diligência e passa semanas analisando o mercado, o empreendedor também deveria fazer o mesmo para escolher como deseja receber o investimento. Atualmente, existem muitas fontes de capital, esse é um movimento que tem crescido muito nos últimos oito anos. Então essa participação dos dois lados é essencial” introduziu Kokron.

Para complementar, Resmini apontou algumas das dúvidas que são frequentes entre os empreendedores que ainda não compreendem a fundo as especificidades de diferentes modelos de investimentos. “O mercado brasileiro está em uma linha de muitos empreendedores descobrindo fundos de investimento, são muitas opções, o que acaba confundindo-os um pouco. Eu sempre digo que um empreendedor deve investir em um bom advogado especializado nessa área, não por receio de ser passado para trás mas sim para que ele explique melhor as características de cada modelo” afirmou Resmini.

Em relação aos unicórnios, Resmini salientou que por mais que a expressão tenha ganhado força nos últimos anos – principalmente com o surgimento dos unicórnios brasileiros no último ano – o assunto não faz parte dos objetivos da Resultados Digitais. “Não temos nenhum tipo de vinculação estratégica com essa métrica, o que temos é um plano de longo prazo, aberto de maneira transparente com os colaboradores. Nossas decisões estão mirando para IPO, com foco em maximizar o retorno para os acionistas. O momento de saída não é algo que traçamos no momento”.

Até janeiro de 2018, nenhuma startup brasileira havia alcançado o patamar de unicórnio. De lá para cá, seis empresas já integram a lista de unicórnios brasileiros, sendo elas 99, Nubank, Movile, Stone, Arco e Gympass. Kokron, ressaltou esse potencial de crescimento das empresas brasileiras mesmo em momentos críticos na economia do país. “As empresas estão crescendo de 70% a 80% por ano, mesmo com o cenário econômico do Brasil, isso mostra que a oportunidade de criação de valor é real. Os tempos mudaram, o crescimento agora é questão de sobrevivência” finaliza.

Ministro de C&T de Portugal e presidente de instituto de tecnologia de Israel abrem os debates do Innovation Summit Brasil

Após o sucesso da palestra de abertura do Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, realizada ontem (12), hoje foi o dia de iniciar as plenárias do Innovation Summit Brasil, que segue até amanhã em Florianópolis-SC.

Com moderação do Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTIC), o painel com o mesmo nome do tema central do evento “Ecossistemas de inovação: criativos, conectados e competitivos”, teve a participação do ministro de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, e o presidente do Instituto de Tecnologia Technion, de Israel, Prof. Peretz Lavie.

Eles apresentaram cases internacionais de sucesso na articulação dos diversos atores envolvidos em um ecossistema de inovação, com impactos significativos para a economia, o desenvolvimento social e a criação de uma cultura de empreendedorismo e inovação.

O Prof. Peretz Lavie é um dos responsáveis pelo destaque do Technion, de Israel, como uma das 100 melhores universidades de pesquisa de alto nível do mundo, sendo reconhecido por sua excelência acadêmica, estratégia de pesquisa interdisciplinar, globalização inovadora e estabilidade financeira.

O instituto de tecnologia tem registrado, em seu mandato, uma série de realizações lideradas pelo recrutamento de mais de 200 novos membros do corpo docente, o que envolveu a captação de recursos extensivos. Ao estabelecer o “Prêmio Yanai”, na educação acadêmica, o Prof. liderou uma mudança significativa na qualidade do ensino no campus e na satisfação dos alunos.

No palco do Innovation Summit Brasil, Lavie baseou sua apresentação no livro Startup Nation – Nação Empreendedora, que conta a história de inovação do país. De acordo com ele, as universidades precisam de três pontos. 1) Missão: o Tecnhion nasceu em 1091 como universidade judia, pois a população não podia estudar em outras instituições; 2) Pesquisa: principalmente na multidisciplinar; e 3) Educação: para estimular um ambiente de empreendedorismo e inovação. “Criatividade é um processo social. Temos um centro de startups e empresas há 10 minutos do campus, e os alunos passam bastante tempo lá. Em um mesmo prédio temos indústria e academia. O Tecnion tem mudado a economia de Israel, de agricultura para alta tecnologia”, explicou o Prof. Lavie.

Com vasta experiência na área, o atual o ministro de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, é professor catedrático do Instituto Superior Técnico de Lisboa, onde dirige o Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento. Foi Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior entre março de 2005 e junho de 2011, envolvendo-se ativamente no crescimento do financiamento público e privado para atividades de ciência e tecnologia, e na reforma do ensino superior. Também foi fundamental no desenho e na implementação de consórcios internacionais em pesquisa e formação avançada entre universidades portuguesas e norte americanas, envolvendo redes temáticas de ciência e tecnologia.

Durante o Innovation Summit Brasil, Manuel apresentou a palestra “Pensar Portugal após quatro anos de convergência Europeia”. De acordo com ele, desde 2016, Portugal passou para a melhor posição dos países da União Europeia considerados como “inovadores moderados”. Para ele, é necessário qualificar e promover o desenvolvimento de competências e processos coletivos de aprendizagem, democratizando o acesso ao conhecimento; promover a diversificação institucional da atividade de P&D, juntamente com o papel de instituições de interface; e diversificar a estrutura da economia e o nível dos incentivos, intensificando o acesso à inovação.

 

Cerimônia de abertura do Innovation Summit Brasil recebe o Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

A primeira edição do Innovation Summit Brasil teve início hoje (12) em Florianópolis-SC. Com o objetivo de formular proposições para apoiar e estimular o investimento em empreendedorismo inovador no país e reunir diferentes agentes para definição de ações voltadas ao fortalecimento da capacidade de inovação e da competitividade econômica, o evento reúne especialistas nacionais e internacionais até o dia 14 de agosto.

O Innovation Summit é realizado pela Rede Nacional de Associações de Inovação e Investimentos (RNAII) – iniciativa inédita de colaboração das grandes entidades fomentadoras do empreendedorismo inovador, em prol de todo o ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação. A rede é composta pela Abipti (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação); ABstartup (Associação Brasileira de Startups); Abvcap (Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital); Anjos do Brasil; Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras); Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) e pelo Fortec (Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia).

Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Anprotec, José Alberto Sampaio Aranha, representando os demais presidentes das instituições que compõem a RNAII, ressaltou a importância do trabalho em conjunto e da conexão entre os atores do ecossistema de inovação do país.

Também participaram da cerimônia de abertura o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, a vice-governadora do Estado de Santa Catarina, Daniela Cristina Reinehr, o presidente da Finep, General Barroso Magno, o diretor executivo do Sapiens Parque, José Eduardo Fiates, e o diretor superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

Após as boas-vindas das autoridades, teve início a palestra magna do Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. Em sua fala, ele contou sobre a sua história humilde e o sonho de se tonar astronauta, a passagem pela aeronáutica, e a viagem ao espaço. “Devemos permanecer juntos, passar por dificuldades juntos, com o objetivo de voarmos junto para ter sucesso nessa missão que chamamos de Brasil”, comparou o Ministro. Para ele, competência é sinônimo da junção de conhecimento, habilidade e atitude. “Precisamos sonhar alto”.

Em seguida, a missão do MCTIC, que é baseada em três pilares: produzir conhecimento, para gerar riqueza para o país, e contribuir com a qualidade de vida dos brasileiros.

Dentre outros pontos de atuação do Ministério, o astronauta ressaltou os principais projetos voltados para o empreendedorismo e a inovação, como a Lei do Bem e a Lei de Informática, o Marco Legal das Startups, que, segundo ele, está prestes a entrar em operação, o Plano Nacional de Internet das Coisas, o Programa Cenelha, o Conecta Startup Brasil, etc.

Na ocasião, o Ministro Marcos Pontes também realizou uma breve reunião com as instituições que compõem a RNAII e parabenizou a iniciativa de unir esforços pela inovação.

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